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Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2013 |
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Dom Helder Câmara: Herói do Estado do Rio
O religioso virará verbete no Livro de Heróis do Estado do Rio, onde trabalhou por 28 anos.
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou na última quarta-feira, 30 de maio, em segunda discussão, o projeto de lei 3.096/10, da deputada Inês Pandeló, que considera Dom Helder Câmara, morto em 1999, Herói do Estado do Rio – onde trabalhou por 28 anos. O título incluirá Dom Helder na publicação, também criada por iniciativa de Pandeló e que será disponibilizada para consulta na Biblioteca da Alerj.
A deputada justificou a escolha destacando a trajetória do homenageado na Igreja e na militância pelos direitos humanos durante o período de ditadura.
— Um homem que pode ser considerado santo pela causa da democracia, enalteceu a deputada.
O projeto vai ser enviado ao governador, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.
Herói do Rio
Helder Pessoa Câmara nasceu na cidade de Fortaleza, no Ceará, no dia 7 de fevereiro de 1909. Aos 14 anos entrou para o Seminário da Prainha de São José, em Fortaleza, onde fez os cursos preparatórios e, depois, cursou filosofia e teologia. Durante os estudos, sempre demonstrou desenvoltura nos debates filosóficos e teológicos. Em 1946 recebeu um convite para assessorar o Arcebispo do Rio de Janeiro. Seis anos depois foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro.
Dom Helder Câmara fundou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi secretário durante 12 anos. Em 12 de março de 1964, foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife, pouco antes do golpe militar. Dias depois, divulgou um manifesto apoiando a ação católica operária no Recife. O novo governo militar acusou-o de demagogo e comunista e Dom Helder foi proibido de se manifestar publicamente.
Passou a fazer conferências e pregações no exterior, desenvolvendo intensa atividade contra a exploração e a favor dos mais pobres. Em 1970 fez um pronunciamento, em Paris, denunciando pela primeira vez a prática de tortura a presos políticos no Brasil e, em 1972, foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz.
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