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Novos Ministros da Consolação e Esperança
Dom Orani conferiu a investidura para 50 novos agentes do Ministério da Consolação e Esperança


Nesse sábado, 30 de junho, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta conferiu a investidura para 50 novos agentes do Ministério da Consolação e Esperança, durante Celebração Eucarística realizada na Capela da Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Nas palavras de acolhida, o Arcebispo deu boas-vindas aos novos agentes e recordou o trabalho que esse Ministério realiza junto aos familiares que sofrem a dor da perda de algum parente ou conhecido. É através do anúncio da Ressurreição que a Igreja realiza a sua missão de acender a chama da esperança da vida eterna no coração daqueles que estão de luto.

Durante a Homilia e à luz do Evangelho, Dom Orani ressaltou a importância do Ministério da Consolação e Esperança, que representa a ação da Igreja nos cemitérios, capelas mortuárias, velórios, etc.

- Vocês vão se unir àqueles que já estão nessa missão e já se dispuseram a servir Jesus Cristo presente no outro. Queremos que nesse momento doloroso, onde as pessoas estão unidas na dor, que vocês saibam transmitir a eles a Palavra de esperança, sabendo que, ao mesmo tempo, a Palavra que vem do Senhor é a Palavra que salva, que ilumina, que liberta. Como ouvimos hoje no Evangelho, é Jesus que tem essa Palavra capaz de levar a pessoa a ter uma vida nova. Muita gente está cansada diante dessa dor e do sofrimento. Que a Palavra leve esperança e confiança para que eles possam seguir o seu caminho enquanto rezamos por aqueles que partiram, afirmou.


O Ministério da Consolação e da Esperança tem por objetivo levar, através do Evangelho, uma mensagem de fé e consolar todos aqueles que sofrem a perda de um ente querido, seja ou não católico. O trabalho teve início na Arquidiocese do Rio de Janeiro em 1984, com a ação de leigos nos cemitérios São João Batista e Inhaúma. Em 1988, a ação foi estendida ao plano diocesano, passando a abranger, então, todos os cemitérios da Cidade. No ano de 1999, o Cardeal D. Eugenio Sales investiu os primeiros ministros da Pastoral da Esperança. Já em 2002, o então Arcebispo, Dom Eusébio Schied propôs que o nome fosse corrigido para: Ministério da Consolação e da Esperança, que é o que permanece até então.

De acordo com o rito, após a Homilia, os candidatos depois de interrogados por Dom Orani, fizeram o firme propósito para bem desempenhar o ministério. Impondo as mãos sobre os candidatos, o Arcebispo fez a oração de confirmação, e após a bênção, entregou as insígnias aos novos ministros.

A coordenadora Arquidiocesana, Marilda Reis, afirmou que, além de levar a Palavra do Evangelho àqueles que perderam seus entes queridos, o Ministério da Consolação e Esperança também encaminha essas pessoas que estão fragilizadas para as paróquias.


- Não deixamos faltar presença da Igreja aos corações necessitados, estamos ali para levar um consolo e a paz para aqueles que estão sofrendo com a perda de seus entes queridos. Estamos ali evangelizando, mostrando que a Igreja também está presente nesse momento de dor. Então nossa finalidade é evangelizar, levar uma palavra conforto e também encaminhar essas pessoas às suas devidas paróquias para que elas procurem estar cada vez mais envolvidas na Igreja. Esse é um ministério difícil, muita gente tem certa resistência em ir aos cemitérios, mas acreditamos que hoje estamos rezando para aqueles que estão no horizontal, mas um dia nós estaremos no horizontal e teremos alguém rezando por nós também, ponderou.

Para Maria Eugênia Aparecida, a inserção no ministério fez com que ela enxergasse a morte de outra maneira. Para ela, é importante que as pessoas percebam que a morte é o começo de uma nova vida.

- Antigamente eu via a morte de uma forma que hoje em dia, graças a Deus, consigo ver de outra. Pra mim a morte não é a morte, e sim o começo de uma nova vida. É como se estivéssemos nesse mundo engatinhando para a vida eterna. É como se fossemos nascer para a vida, que é a vida eterna. Então tudo isso fez com que eu visse a morte de outra maneira para que eu pudesse levar essa consciência para as pessoas: a morte não existe. Jesus venceu a morte, concluiu.
 
 
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